7 morros perto de Curitiba para começar no montanhismo

Se você mora na capital paranaense e está começando ou quer começar no montanhismo, aproveite: há várias opções de morros perto de Curitiba com trilhas demarcadas e seguras. Nós listamos sete aqui para você. São opções legais também para quem está só de passagem pela região e quer encaixar uma trilha na programação.

Só não vai confundir trilha para iniciante com passeio no parque, hein? Toda subida de morro demanda esforço físico, consciência ecológica e equipamentos adequados. Portanto, deve ser encarada somente por quem tem um mínimo de preparo.

Ah, e aqui vai uma dica! Uma opção legal para quem está começando no montanhismo em Curitiba é se juntar a algum clube ou associação da região. Por exemplo, o Clube Paranaense de Montanhismo e a Associação Montanhistas de Cristo.

LEMBRE-SE:

  • Toda trilha exige preparo físico. Tenha cuidado e respeite seus limites;
  • Não faça trilhas sozinho e informe-se sobre o trajeto. Converse com quem já fez a trilha e aprenda a usar um GPS ou um aplicativo de GPS para trilhas no celular;
  • Leve itens básicos de segurança. Mesmo que a trilha seja curta, sempre leve alguns itens básicos. Por exemplo, água (no mínimo 2 litros), lanche, lanterna, pilhas reservas, apito, celular carregado e agasalho e/ou cobertor de alumínio de emergência;
  • Use roupas e sapatos adequados. Dê preferência a botas ou tênis de trilha. Um sapato adequado evita acidentes e ajuda a manter o equilíbrio e a estabilidade na trilha;
  • Preserve a mata. Siga apenas a trilha estabelecida e não desmate nem abra vegetação para montar sua barraca ou desviar de um trecho enlameado;
  • Lide com seus dejetos de maneira adequada. Se a necessidade bater, lembre-se de fazer xixi longe de cursos d’água e cave um buraco para enterrar suas fezes.
  • NUNCA, JAMAIS, DE MANEIRA ALGUMA DEIXE LIXO NA NATUREZA: Leve embora tudo que carregar com você. Além disso, ajude a recolher o lixo deixado por visitantes menos educados.

Veja a lista com 7 morros para iniciantes perto de Curitiba:

Morro do Cal (Campo Largo):

Point de voos de parapente, o morro do Cal proporciona uma vista em 360 graus de toda a região. Há ainda uma vantagem para os aventureiros iniciantes. É possível escolher subir até o topo do morro por uma estrada de chão ou andar parte do trajeto em uma trilha pela mata, sem dificuldades técnicas. A subida leva cerca de uma hora e é adequada para toda família.

Fotos: Lilo Barros/Eu me Aventuro

  • Tempo e distância de Curitiba: 40 minutos; cerca de 35 km
  • Como chegar: A melhor forma de chegar é de carro, digitando no GPS “Morro do Cal” ou “Clube de Parapente Morro do Cal”. O acesso passa por cerca de 4 km de estrada de terra em boas condições. Por estar em área particular, a entrada é paga.

    Saindo de Curitiba, é preciso seguir pela BR-376, sentido Ponta Grossa, e então pegar a saída 118, à direita. Aí basta seguir até a propriedade. Outra possibilidade é ir por Campo Magro, seguindo pela PR-090 (praticamente uma continuação da avenida Manoel Ribas) e entrando à esquerda na estrada de Bateias (PR-510). Em seguida, siga por cerca de 400 m e entre à direita na estrada de terra logo depois do posto de gasolina. Siga por essa estrada até chegar à propriedade.

Morro Pão de Ló (Quatro Barras):

Os morros do Parque Estadual da Serra da Baitaca são possivelmente os morros perto de Curitiba que têm o acesso mais fácil a partir da cidade. É possível inclusive chegar até o local de ônibus (leia abaixo). Um desses morros é o Pão de Ló, cuja trilha começa na base do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). A partir dali, leva-se cerca de duas horas até o topo. Os primeiros 4 km seguem o mesmo traçado do Caminho do Itupava, outra atração da região. Mais perto do pé do morro, chega-se a uma bifurcação, e então é preciso seguir pela direita por mais 500m até chegar ao cume. O Pão de Ló fica bem ao lado do morro do Anhangava, ícone do montanhismo na região. Do topo há vista para Curitiba e região, para as montanhas do conjunto Marumbi e Pico Paraná, e para a baía de Antonina.

  • Tempo e distância de Curitiba: 45 minutos; cerca de 30 km
  • Como chegar: a base do IAP fica na rua Izahir Lago, 1596, em Quatro Barras. De carro, o acesso é feito pela BR-116, sentido São Paulo. Também é possível ir de ônibus. No terminal Guadalupe, é preciso pegar o ônibus para o terminal de Quatro Barras (linha Curitiba/Quatro Barras). Em seguida, deve-se embarcar em outro ônibus para Borda do Campo. A trilha começa perto do ponto final. O acesso à trilha é gratuito, mas o estacionamento no local é pago.

Morro do Anhangava (Quatro Barras):

Assim como no caso do Pão de Ló, a trilha para o Anhangava começa na base do IAP em Quatro Barras. A região toda é uma das mais populares no montanhismo em Curitiba, tanto por conta das trilhas quanto pelas vias de escalada. A subida do Anhangava em si dura cerca de duas horas. Apesar de ser considerada adequada para iniciantes, em alguns trechos de pedras mais íngremes é preciso usar grampos. Se é a sua primeira vez no local, o ideal é ir e voltar pelo mesmo caminho. No entanto, também é possível fazer um trajeto circular e voltar pela Trilha da Asa Delta. Se essa for sua opção, não deixe de se informar na base do IAP sobre os detalhes do trajeto.

Fotos: divulgação/AEN-PR

  • Tempo e distância de Curitiba: 45 minutos; cerca de 30 km
  • Como chegar: a base do IAP fica na rua Izahir Lago, 1596, em Quatro Barras. De carro, o acesso é feito pela BR-116, sentido São Paulo. Também é possível ir de ônibus. No terminal Guadalupe, é preciso pegar o ônibus para o terminal de Quatro Barras (linha Curitiba/Quatro Barras). Em seguida, deve-se embarcar em outro ônibus para Borda do Campo. A trilha começa perto do ponto final. O acesso à trilha é gratuito, mas o estacionamento no local é pago.

Morro do Canal (Piraquara):

O acesso ao morro na região metropolitana de Curitiba é por uma propriedade particular que conta com estacionamento pago e lanchonete. A trilha é relativamente fácil e está muito bem sinalizada. Porém, possui trechos íngremes em que é preciso usar correntes, cordas ou grampos, portanto não é adequada para crianças. São cerca de duas horas até o cume, de onde é possível ver a represa de Piraquara, a cidade de Curitiba e, se o tempo ajudar, a baía de Antonina.

Fotos: divulgação

  • Tempo e distância de Curitiba: 1h; cerca de 40 km
  • Como chegar: saindo de Curitiba, é preciso seguir pela BR-277, sentido praias, e fazer o último retorno antes de chegar no pedágio. Depois que fizer o retorno, passe em frente ao posto de apoio da Ecovia e entre na primeira rua à direita, uma estrada de chão. Há uma placa indicando que esse é o acesso ao Canal. Quando chegar na barragem, pegue à direita e siga até o estacionamento. Há placas indicando o caminho.

Morro do Getúlio (Campina Grande do Sul):

O Morro do Getúlio fica dentro do Parque Estadual Pico do Paraná, um dos locais mais populares no circuito de montanhismo em Curitiba. O Getúlio é a primeira parada para quem vai seguir adiante nas trilhas que levam às montanhas mais difíceis da região. No entanto, para quem está afim de uma aventura mais leve é uma boa opção por si só.

A trilha começa na base do IAP, que conta com funcionários dia e noite. Também é preciso fazer um cadastro rápido antes de começar a caminhada. Há alguns trechos de subidas íngremes, principalmente logo no começo da trilha, mas não há grandes dificuldades técnicas. A vista para a represa do Capivari é de tirar o fôlego.

Fotos: Carolina Leal/Eu me Aventuro

  • Tempo e distância de Curitiba: 1h; cerca de 60 km
  • Como chegar: saindo de Curitiba, pegue a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) sentido São Paulo. Depois de passar o pedágio, siga por cerca de 11 km até avistar a placa da ponte sobre o rio Tucum. Em seguida, entre em uma estrada de terra do lado direito, antes de cruzar a ponte. A entrada é um pouco escondida, por isso fique atento. A partir daí são pouco mais de 5 km de estrada de terra até o parque. Siga as placas indicando a Fazenda Rio das Pedras.
  • Dica: O acesso às trilhas é gratuito, mas o estacionamento nas propriedades ao redor é pago. Na estrada de chão que dá acesso ao parque, o visitante passa primeiro pela Fazenda Pico Paraná, que até a publicação desse post cobrava por pessoa. Seguindo reto, logo em seguida chega-se à Fazenda Rio das Pedras, que é mais barata e cobra apenas por carro. Ali também é possível usar o banheiro da fazenda, inclusive para tomar uma ducha na volta, tomar banho de rio e aproveitar as áreas de piquenique, churrasqueira e piscina. O local ainda oferece chalés e área para camping.

Capivari Mirim (Campina Grande do Sul):

O Capivari Mirim é outro morro perto de Curitiba e de fácil acesso que oferece vistas lindas tanto da represa do Capivari quanto da Serra do Ibitiraquire, incluindo o Pico Paraná. É uma subida constante, sem dificuldades técnicas, mas totalmente exposta ao sol. Portanto, comece cedo, leve ao menos dois litros de água e não esqueça do protetor solar e chapéu ou boné.

Ao contrário dos outros morros citados aqui, o Capivari Mirim não conta com uma estrutura para receber o montanhista. Portanto, não há controle de entrada nem placas indicativas. A trilha em si é bem demarcada, mas mesmo assim recomendamos o uso de um tracklog, como esse ou esse. Há alguns guias na região também: uns cachorros fofos do vilarejo que gostam de subir acompanhando os trilheiros.

Fotos: Carolina Leal & Lilo Barros/Eu me Aventuro

  • Tempo e distância de Curitiba: 1h; cerca de 60 km
  • Como chegar: saindo de Curitiba, é preciso pegar a BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt), sentido São Paulo. O acesso é na região da represa do Capivari, em uma pequena vila às margens da rodovia. Conte cerca de 5,4 km depois da ponte sobre a represa e fique atento para pegar a entrada à direita. O acesso é antes da passarela de pedestres, portanto quando começar a ver a passarela ao longe prepare-se para pegar a saída. No Google Maps, o local está marcado corretamente como "Entrada Capivari Mirim".
  • Dica: No local, você pode pedir para deixar o carro estacionado na loja de materiais de construção ou na igreja da vila. Então é preciso subir a pé por cerca de 500 m uma estradinha asfaltada que leva em direção ao morro e ao começo da trilha. Também é possível subir esse trecho de carro e pedir para estacionar na casa de algum morador.

Morro dos Perdidos (Tijucas do Sul):

Outro morro perto de Curitiba, o Morro dos Perdidos está localizado bem perto da divisa entre Paraná e Santa Catarina. Como o acesso está em propriedade particular, é preciso pagar entrada. A subida é íngreme, mas feita quase toda por uma estrada de chão, e não por trilha. No caminho é possível parar para conhecer também a Cachoeira dos Perdidos, esta sim acessada por uma trilha simples em meio à mata.

O tempo na região é instável e chuvoso, portanto fique de olho na previsão do tempo. Além disso, sempre esteja preparado para uma eventual mudança brusca. Em dias de tempo aberto é possível ver o Araçatuba, morro vizinho, a Serra do Mar e o litoral.

Fotos: Lilo Barros/Eu me Aventuro

  • Tempo e distância de Curitiba: 1h20; cerca de 70 km
  • Como chegar: saindo de Curitiba, siga pela BR-376, sentido Santa Catarina. Passe pelo pedágio e depois pela Represa da Vossoroca. Quando chegar ao posto novo da Polícia Rodoviária Federal, todo coberto, siga pela faixa da direita e dirija por cerca de 800 metros. Vá devagar porque será preciso entrar em uma pequena rua de terra à direita. A rua fica numa curva, em uma entrada um pouco escondida, por isso fique atento. Depois é só seguir reto por cerca de 350 m até a entrada da chácara. Do pedágio até entrar na rua de terra são 27,5 km.
  • Dica: Há duas opções para a trilha. A primeira é parar o carro no estacionamento da chácara que dá acesso ao morro e percorrer todo o trajeto de subida a pé. São cerca de 5 km direto até o pico ou 7 km se a subida incluir uma ida e volta da cachoeira. A outra é subir de carro até onde der. Nesse caso, é preciso deixar o veículo no estacionamento que há no acesso à trilha da cachoeira (4 km a partir daí até o topo) ou em algum ponto ainda mais para cima. Carros comuns costumam conseguir chegar a até 1 km de distância do pico.

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