15 lugares para praticar rafting no Brasil

Se você gosta de rafting, guarde bem essa lista que preparamos pra você: são 15 lugares para praticar rafting no Brasil, com opções em todas as regiões do país. E se você nunca fez rafting, que tal se inspirar e incluí-lo na sua próxima aventura?

O rafting consiste, basicamente, em descer as corredeiras de um rio em um bote inflável, remando sob o comando de um instrutor. Os grupos têm de quatro a doze pessoas, dependendo do tamanho do bote, e sempre contam com um condutor que fica responsável pelo grupo durante a aventura. Se o rafting faz o seu estilo, então talvez você vá gostar também de ler mais sobre a canoagem nesse post aqui.

O nível de dificuldade do rafting é definido pela força das corredeiras, classificadas de I (fácil) a VI (extremo). Na lista abaixo há opções tanto para iniciantes quanto para experientes em busca de mais adrenalina.

Confira 15 locais onde é possível praticar rafting no país:

REGIÃO NORTE:

Jalapão (TO):

O rafting no Rio Novo, no Parque Estadual do Jalapão (TO), tem algumas características únicas: o Rio Novo é um rio de água potável (sim, potável!); está inserido em um destino em que ainda é possível passar dias sem encontrar outro grupo de viajantes; e possibilita tanto um rafting de duas horas quanto uma expedição de três dias.

As estradas no Jalapão são precárias mesmo para veículos 4×4 e é difícil praticar essa aventura de maneira avulsa. Portanto, quase sempre o rafting deve ser contratado dentro de um roteiro maior pelo Jalapão, o que encarece a atividade quando comparada com outras opções de rafting no país. No entanto, a beleza das águas cristalinas do Jalapão também são incomparáveis, tornando a viagem inesquecível.

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Foto: divulgação/Território Selvagem

É possível contratar o rafting dentro de um pacote para o Jalapão ou como uma atividade à parte para se fazer durante a visita à Cachoeira da Velha, com a empresa Nova Aventura. Algumas das agências que oferecem pacotes no Jalapão são Cerrado Dourado, Korubo, Pisa Trekking, Território Selvagem e Venturas.

REGIÃO NORDESTE:

Itacaré (BA):

O palco do rafting na região é o rio de Contas, que nasce na área da Chapada Diamatina e percorre 620 km até desaguar na praia da Concha, em Itacaré (BA). As corredeiras ficam, na verdade, no distrito de Taboquinhas, a cerca de 30 km do centro de Itacaré.

O rafting oferecido pelas agências locais dura cerca de 2 horas, passando por corredeiras de nível III a IV e por um pequeno cânion. Os guias também costumam parar em locais de onde é possível saltar de pedras para mergulhar no rio. Na chegada, há ainda a opção fazer uma tirolesa (normalmente inclusa no pacote) que cruza o rio de uma ponta a outra.

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Foto: divulgação/Ativa Aventura

É possível reservar diretamente na cidade ou fazer reserva antecipada com as agências. Dentre as empresas que oferecem o serviço estão a Ativa Aventura, a Planeta Rafting (Whatsapp 073 – 9 9958-3590) e a Itacaré Rafting (073 – 9-9970-0453/ itacarerafting@hotmail.com).

Nilo Peçanha (BA), Costa do Dendê:

Na região conhecida como Costa do Dendê, na Bahia, o rafting é feito no Rio das Almas. O percurso é de 6km e dura cerca de duas horas, passando por corredeiras de classe II e III. Já o ponto alto é a descida da corredeira conhecida como “Himalaia”, por conta do desnível alto.

O trajeto acompanha paisagens de mata atlântica e de fazendas de dendê e termina na ponte de Nilo Peçanha.

É preciso agendar com a Ativa Aventura, que tem sede em Nilo Peçanha e organiza o rafting no Rio das Almas.

REGIÃO CENTRO-OESTE:

Chapada dos Veadeiros (GO):

O rafting pelo rio Tocantinzinho, na Chapada dos Veadeiros (GO), garante um visual marcado por águas claras e formações rochosas. Durante a época de seca, de maio a novembro, o rafting passa por dentro de um cânion, um ponto alto da atividade na Chapada. A aventura dura cerca de 1h30 e passa por corredeiras de classe III e IV. Na época de chuvas, entretanto, o trajeto muda para um trecho mais plano e largo do rio, e não passa pelo cânion.

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Foto: divulgação/Rafting Cerrado

Com a agência Rafting Cerrado (raftingcerrado@gmail.com / 061- 98247-5462)

Jaciara (MT):

A cerca de 140 km de Cuiabá, a cidade de Jaciara oferece um rafting ideal para quem está começando, com corredeiras de nível I a III no rio Tenente Amaral. O rafting começa na cachoeira da Fumaça, um dos atrativos da região, e segue por um percurso de cerca de 3km. Além do rafting, também é possível praticar rapel, canoagem com Duck inflável e conhecer outras cachoeiras na região.

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Foto: Flávio André/MTur

Várias agências oferecem o rafting em Juciara. Dentre elas estão Adrenalina MT, Centro-Oeste Rafting, Companhia da Aventura e Nativão.

REGIÃO SUDESTE:

Brotas (SP):

O rafting é uma das principais atrações de Brotas (SP), igualmente conhecida como a “capital da aventura” no Estado de São Paulo. A descida é nas águas do rio Jacaré Pepira, passando por corredeiras e quedas de até 3 metros, classificadas como nível III e IV. Em noites de lua cheia, as agências oferecem também um rafting noturno. Além disso, para os iniciantes há ainda uma opção de mini-rafting no trecho do Alto Jacaré, que é calmo e classificado como classe I e II.

Uma vantagem em Brotas, além da qualidade das corredeiras, é que a variedade de agências torna os valores competitivos, e é possível negociar caso seja feita reserva antecipada.

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Foto: divulgação/Território Selvagem

Diversas agências operam atividades de rafting em Brotas. É possível fazer reserva antecipada pelo site ou mesmo consultar diretamente sua hospedagem na cidade. Dentre as empresas que oferecem o serviço estão Alaya, Aventurah! Ecopark, EcoAção, Território Selvagem e Vaca Náutica.

Juquitiba (SP):

O rafting em Juquitiba (SP) tem duas opções de percurso, com graus de dificuldade diferentes, no rio Juquiá e no Alto do Juquiá. O percurso mais simples é no rio Juquiá, com corredeiras de no máximo classe III. O tempo no rio é de cerca de duas horas, e a atividade pode ser feita o ano todo. Já o percurso mais radical é no Alto Juquiá, mas a saída depende do volume de água do rio. A descida passa por corredeiras de classe II a IV e pode chegar a 12 km de extensão.

Além do rafting, as operadoras da cidade também oferecem outras atividades, como canoagem (inclusive cursos), trilhas, tirolesa e arvorismo.

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Foto: divulgação/Rio Abaixo

Com a Canoar ou com a Rio Abaixo.

Socorro (SP):

A cidade de Socorro (SP) oferece um dos pontos de rafting mais tradicionais do país, além de várias outras atividades de aventura. A descida é nas águas do Rio do Peixe. Diversas agências atuam na cidade, com basicamente dois percursos. O tradicional tem 7 km e passa por cerca de 20 corredeiras, de classes III a IV. Já o chamado “rafting família” é menor, com 4km e corredeiras de classe II a III. Algumas agências também oferecem opções de rafting corporativo e rafting noturno.

Com umas das operadoras que oferecem o rafting em Socorro. Dentre elas, estão a Base 44, Mundaka Aventura, Parque Kanjo Jango, Parque de Aventura Manjolinho, Próxima Aventura Canoar e Rios de Aventura.

Paraty (RJ):

Em Paraty, o rafting é feito no Rio Mambucaba, inserido no Parque Nacional da Serra da Bocaina. A região de Mata Atlântica garante um visual bonito e preservado, com o rio rodeado de montanhas. O rafting percorre cerca de 5 km e passa por corredeiras de níveis II e III. Há ainda a possibilidade de pular de uma rocha em um trecho de águas mais calmas e profundas.

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Foto: divulgação/Ativa Aventura

Com a Ativa Aventura, que opera o serviço de rafting em Paraty.

Extrema (MG):

O nome da cidade de Extrema, no sul de Minas Gerais, faz jus ao rafting que o aventureiro encontra por lá: de outubro a maio, as corredeiras do rio Jaguari são consideradas de nível III a V, e a descida dura cerca de três horas. Não à toa, o local já foi palco do Campeonato Brasileiro de Rafting. Além da descida mais radical, durante o ano todo também é possível fazer um percurso menor, de uma hora, em outro trecho do rio.

Com a Radix Aventura, que opera o serviço de rafting em Extrema.

REGIÃO SUL:

Foz do Iguaçu (PR):

Além de curtir a vista para as impressionantes Cataratas do Iguaçu, o visitante que for ao Parque Nacional do Iguaçu pode também praticar rafting no rio. A aventura começa perto das cataratas, com uma vista deslumbrante. Apesar da proximidade das quedas, não se assuste: o rafting passa por 1 km de corredeiras de níveis II e III, consideradas iniciante e intermediário. Depois das corredeiras, o bote passa por cerca de 3km de águas calmas e é possível dar um mergulho no rio Iguaçu.

A desvantagem é que o passeio é operado apenas pela Macuco Safari, que detém a concessão do governo federal para operar no parque nacional, e tem um custo maior quando comparado a outros pontos de rafting no país.

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Foto: divulgação/Macuco Safari

É possível agendar direto no site da empresa Macuco Safari ou comprando o passeio como parte de combos de ingressos com operadoras locais, que podem ter bons descontos em relação ao preço avulso dos serviços.

Tibagi (PR):

Por cerca de quatro anos, as corredeiras do rio Tibagi foram base de treinamento da seleção brasileira de canoagem slalom. Para a nossa sorte, elas recebem também o turista aventureiro para atividades de rafting.

São cerca de 1h30 de descida, passando por corredeiras de nível II e III, com opção de fazer uma flutuação durante parte do percurso. Em noites de lua cheia também há a opção de fazer um rafting noturno. Além de oferecer o rafting, a cidade de Tibagi também é base de acesso ao cânion do Guartelá e a cachoeiras da região. Portanto, aproveite a ida para conhecer outros atrativos locais.

Apiúna e Ibirama (SC):

As cidades catarinenses de Apiúna e Ibirama, vizinhas no Vale do Itajaí, são banhadas pelo rio Itajaí-Açu, com trechos de corredeiras propícios para rafting. O trajeto mais comum dura em média 3 horas e passa por corredeiras de nível III a IV. Também há opções de rafting para iniciantes, com corredeiras II e III, bem como para os mais experientes, com corredeiras IV e V.

As duas empresas que oferecem o rafting no rio Itajaí-Açu também possuem estrutura para camping. A região é muito bonita e preservada, com montanhas e vegetação de Mata Atlântica.

Santo Amaro da Imperatriz (SC):

Santo Amaro da Imperatriz é uma boa opção para quem quer praticar rafting perto de Florianópolis. A atividade é feita nas corredeiras do rio Cubatão e há diversos percursos com graus de dificuldade variados, passando por corredeiras de classe I a V. O mais tradicional é um trajeto de 5 km, adequado para toda família.

Um percurso interessante ofertado por algumas agências é um rafting que inclui uma expedição ao cânion Preto e percorre cerca de 12 km. Como há várias opções, confira bem o que cada agência oferta para ver o que é mais adequado ao seu perfil.

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Foto: divulgação/Tartarugas

Com alguma das agências que opera na região. Dentre elas, a Apuama Rafting, Ativa Aventura, Class-V Rafting, Tartarugas e TDA Rafting.

Três Coroas (RS):

A apenas 25 km da badalada Gramado, na Serra Gaúcha, a pequena cidade de Três Coroas conta com uma variedade de empresas com boa estrutura oferecendo rafting no rio Paranhana. Há opções de rafting variando de 5km a 10km, por isso é bom pesquisar com as diferentes agências para ver o que se enquadra melhor ao seu estilo.

Além do rafting, algumas empresas também oferecem outras atividades de aventura, área para camping e até paintball.

Você deve escolher uma das operadoras que atuam na região. Dentre elas, estão a Brasil Raft Park, Central Sul Raft, Eco Aventuras, Exxtreme e Raft Adventure Park.

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