7 passeios em Curitiba e região para curtir a natureza

Mais conhecida pela sua infraestrutura urbana, Curitiba (PR) é igualmente um bom ponto de partida para muitos passeios na natureza. Oferece, por exemplo, locais para montanhismo, trilhas pra cachoeiras, canoagem e passeios por regiões de Mata Atlântica. Há opções tanto para um dia quanto para um fim de semana ou feriado.

Nós reunimos abaixo algumas opções bem legais para você aproveitar esses passeios em Curitiba. No fim, as sugestões acabam indo muito além dos sete propostos, já que alguns itens podem se desdobrar em vários roteiros.

Veja as 7 sugestões de passeios em Curitiba e região para curtir a natureza:

1) Canoagem e SUP na represa do Passaúna

O Parque Passaúna abriga a represa de mesmo nome. Trata-se de uma área de proteção ambiental com 6,5 milhões de metros quadrados dentro da cidade de Curitiba. Possui um mirante com vista para a represa, churrasqueiras e áreas para piquenique à beira d’ água, além de 3,5 km de trilha ecológica margeando o lago.

É possível praticar esportes náuticos no local, desde que não motorizados, como canoagem, SUP e esportes à vela. Se você não tiver equipamentos, o Passaúna Paddle Club aluga caiaque, prancha de SUP e canoa havaiana. Apesar da “prainha” que se forma no parque e da tentação de dar um mergulho na água limpa (a represa é responsável por parte do abastecimento de água da capital paranaense), não é permitido nadar no local. Ainda assim, é um excelente passeio em Curitiba.

Fotos: Carolina Leal/Eu me Aventuro

  • Tempo e distância do centro de Curitiba: 30 minutos; cerca de 20 km
  • Como chegar: o parque fica próximo ao bairro Cidade Industrial. Seguindo o GPS, basta digitar “Parque Passaúna” ou “Passaúna Paddle Club” para chegar ao estacionamento do parque. De ônibus, é preciso ir primeiro até o terminal Campo Comprido. Em seguida, pegar o ônibus para a Vila Marqueto, que para próximo ao portal do parque, na rua Angelo Marqueto.

2) Montanhismo na região metropolitana

Cercada por serras, a região metropolitana de Curitiba proporciona acesso a várias montanhas. Os montanhistas mais experientes podem aproveitar as trilhas do Parque Estadual Pico do Paraná, em Campina Grande do Sul, que levam a montanhas como Caratuva, Itapiroca, Pico Paraná, Ferraria e Ciririca. Todas as trilhas começam saindo da base do IAP. Elas passam inicialmente pelo morro do Getúlio e depois bifurcam-se para os diferentes picos.

Há também algumas boas opções para quem está começando no montanhismo ou tem menos tempo para o passeio em Curitiba. As trilhas para os morros Pão de Ló e Anhangava, por exemplo, começam em Quatro Barras e podem ser acessadas de ônibus a partir da capital.

Vista do Pico Paraná ao amanhecer

Foto: Carolina Leal/Eu me Aventuro

  • Lembre-se: toda trilha exige preparo físico, então tenha cuidado e respeite seus limites. Nunca deixe lixo, traga de volta tudo que levar com você e preserve a mata, seguindo apenas a trilha estabelecida. Também é importante usar roupas e sapatos adequados (botas ou tênis de trilha). Além disso, leve itens básicos como água (no mínimo 2 litros), lanche, lanterna, apito, celular carregado e um agasalho e/ou cobertor de alumínio de emergência.

Antes de subir o morro, confira também nosso post sobre 10 itens essenciais para levar em uma trilha.

3) Cachoeiras

Cachoeiras não são exatamente o que vem à mente quando se pensa em Curitiba e região. No entanto, há várias quedas d’ água que podem ser visitadas em um bate-volta da capital paranaense. Mesmo que o frio não permita um mergulho na água, sempre gelada nos rios locais, só a vista das cachoeiras já vale a visita.

Você pode conferir nesse link o post completo com detalhes sobre várias cachoeiras perto de Curitiba, mas aqui damos algumas dicas.

Na ordem, Salto Boa Vista, Recanto Saltinho e Cachoeira do Alemão. Fotos: Carolina Leal/Eu me Aventuro

As cinco cachoeiras mais próximas de Curitiba são:

  • Salto Boa Vista (Campo Largo) - Fica dentro de uma chácara conhecida como "Morro Três Barras". O local é de fácil acesso e conta com área de camping e boa estrutura para o visitante. Tempo e distância de Curitiba: 40 km, 50 minutos;
  • Cachoeira do Jajá (Morretes) - São duas cachoeiras dentro de uma propriedade particular na BR-277, sentido litoral, um pouco antes do acesso a Morretes. O local tem banheiros, restaurante e cancha de areia, além de churrasqueiras (pagas à parte) e área para camping. Tempo e distância de Curitiba: 55 km, uma hora;
  • Cachoeira do Alemão (Balsa Nova) - A cachoeira fica dentro de uma chácara com piscina, lanchonete, banheiros e área para camping. Tempo e distância de Curitiba: 65 km, 1h20;
  • Cachoeira dos Perdidos (Tijucas do Sul) - Assim como as anteriores, a cachoeira dos Perdidos também fica localizada em uma propriedade particular. O acesso até ela é por uma trilha curta. Além da cachoeira, é possível visitar também o morro dos Perdidos. Tempo e distância de Curitiba: 70 km, 1h20;
  • Recanto Saltinho (Tijucas do Sul) - A cachoeira do Recanto Saltinho fica numa reserva natural particular que leva esse nome. O local tem área para camping, churrasqueiras, mesas de piquenique, banheiros e restaurante. Tempo e distância de Curitiba: 70 km, 1h20;

4) Ilha do Mel

A Ilha do Mel é, na opinião da equipe do Eu me Aventuro, o recanto mais bonito do litoral paranaense. Acessível de barco a partir de Paranaguá e Pontal do Sul, a ilha não permite a entrada de carros. Portanto, nem tem estradas, apenas trilhas e ruazinhas de terra. Um ponto forte é que a natureza preservada e a atmosfera rústica não chegam a limitar o serviço. As pousadas, campings e restaurantes são bem estruturados para receber todo tipo de turista e aventureiro.

Além disso, a Ilha do Mel é o local perfeito para fazer trilhas, andar de bicicleta e aproveitar praias quase desertas. Há opções tanto para quem gosta de mar tranquilo quanto para quem quer surfar. As noites de verão e de muitos fins de semana ao longo do ano são animadas pelos bares e restaurantes nas principais vilas da ilha, Brasília e Encantadas. Pelo menos uma vez ao ano a ilha também sedia uma competição de trail running, que atrai corredores de todo o país.

Vista aérea da ilha do Mel, no litoral do Paraná

Foto: Arnaldo Alves / AEN-PR

  • Como chegar: de Curitiba, é preciso ir de ônibus ou de carro até Pontal do Sul (120km; 1h50) ou Paranaguá (90 km; 1h20) e de lá pegar a barca para a Ilha do Mel. Os barcos que saem de Pontal levam cerca de 30 minutos para chegar até a ilha. A passagem de ida e volta custa R$35. Já a travessia a partir de Paranaguá dura 1h30 e custa R$53, ida e volta. Como na ilha não são permitidos carros, é preciso deixar os veículos em estacionamentos perto dos terminais de embarque no continente.

Você pode conferir os horários e preços atualizados dos barcos no site da Abaline (Associação de Barqueiros do Litoral Norte do Paraná).

5) Guaraqueçaba, Salto Morato & Reserva Ecológica do Sebuí:

Sem dúvida fora do roteiro tradicional, esse programa passa por rios, cachoeiras, mangues e trilhas na mata atlântica. Um passeio perto de Curitiba que permite conhecer paisagens lindas e isoladas da região de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná. Como o trajeto a partir de Curitiba é demorado (cerca de 5 horas, indo de carro ou de barco), o ideal é ter ao menos um fim de semana na região.

O ponto de referência é a pacata cidade de Guaraqueçaba, com população estimada em cerca de 8 mil pessoas. Apesar de pequena, a cidade tem seus atrativos. O centrinho tem construções históricas e vistas da baía que banha a cidade e das montanhas da Serra do Mar.

Os principais atrativos da região, no entanto, estão fora do centro. É o caso da Reserva Natural Salto Morato, uma reserva particular mantida pelo Grupo Boticário. O local abriga o salto Morato, com cerca de cem metros de altura, além de um aquário natural e uma figueira gigante. Todos os atrativos , aliás, são acessíveis por trilhas bem sinalizadas. O local também tem área para camping com chuveiros, energia elétrica e churrasqueiras.

Salto Morato e a cidade de Guaraqueçaba. Fotos: Banco de Imagem

Outra área de preservação particular na região é a Reserva Ecológica do Sebuí. O local oferece pernoite em chalés simples, além de atividades como canoagem, trilha interpretativa, trilhas para três cachoeiras e almoço caiçara. A chegada até a propriedade, acessível apenas de barco, já é uma atração à parte, pois passa pelos canais dos manguezais da região.

Cachoeira na reserva do Sebuí, no litoral do Paraná

Cachoeira na reserva ecológica do Sebuí. Foto: Arquivo Paraná Turismo

Para esses passeios, é possível tanto usar a cidade de Guaraqueçaba como base quanto se programar para pernoitar nas reservas e visitá-las em viagens independentes. Além desses dois atrativos, de Guaraqueçaba também é possível contratar outros passeios de barco. São passeios que permitem avistar botos e visitar várias ilhas nas redondezas, incluindo a Ilha de Superagui, com 38 km de praias, em sua maior parte desertas.

  • Como chegar: é possível chegar até Guaraqueçaba de barco a partir de Paranaguá (2h30 de navegação, em barco de linha com saídas diárias). Ou então por terra a partir de Curitiba, de carro ou em um ônibus da viação Graciosa.

    Atenção: o trajeto por terra passa por mais de 70 km de estrada de chão em condições precárias, portanto a viagem é lenta e cansativa.

    O acesso à Reserva Natural Salto Morato é feito por essa estrada, 20 km antes de chegar em Guaraqueçaba. Caso opte por ir para Guaraqueçaba de barco, será preciso contratar um táxi da cidade até Salto Morato, com preços entre R$150 e R$200.

    Já a Reserva Ecológica do Sebuí é acessível somente de barco. O trajeto mais curto é saindo de Guaraqueçaba, mas também é possível contratar um táxi náutico a partir da Ilha do Mel e de Paranaguá.

6) Estrada da Graciosa & Morretes:

A Estrada da Graciosa liga Curitiba às cidades históricas de Antonina e Morretes. É um caminho sinuoso que passa pelo trecho mais preservado de Mata Atlântica do país. Podemos, sem dúvida, dizer que se trata de um clássico passeio em Curitiba. A rota oferece vistas panorâmicas, rios, cachoeiras e trajetos margeados por hortênsias e cercados por montanhas. A estrada foi inaugurada oficialmente em 1873, embora já fosse usada como trilha e caminho ao menos desde 1721. Atualmente, possui cerca de 30 km de extensão, sendo 8 km de paralelepípedos, sempre em pista simples.

Fotos: Carolina Leal/Eu me Aventuro

Ao longo da estrada, é possível parar em um dos sete recantos de lazer mantidos pelo governo estadual. Alguns deles ficam perto de rios em que é possível tomar banho nos dias de calor. Há ainda quiosques que vendem quitutes como caldo de cana, pastel e a bala de banana típica da região. A estrada também dá acesso a algumas cachoeiras e trilhas, como a que leva ao Morro Mãe Catira e ao Morro do Sete.

Embora o caminho em si já seja um mergulho na natureza, as cidades de Morretes e Antonina também guardam opções interessantes. Em Morretes, cortada pelo rio Nhundiaquara, é possível descer um trecho do rio de boia cross, fazer passeios de caiaque e encarar a trilha até o Salto Bom Jardim, Salto dos Macacos e Salto da Fortuna. Já Antonina, banhada pela baía de mesmo nome, é perfeita para quem gosta de canoagem. As duas, claro, também oferecem centrinhos históricos que são um charme.

Vista do centro da cidade de Morretes

Centrinho da cidade de Morretes. Foto: Banco de Imagem

  • Como chegar: saindo de Curitiba, o melhor trajeto é ir de carro pela BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) e pegar a saída 59, à direita, para acessar o Portal da Graciosa, que marca o início da estrada. Também é possível descer a Serra do Mar de trem, em um trajeto belíssimo que termina em Morretes. Depois é possível voltar de trem mesmo ou de van ou ônibus pela Estrada da Graciosa.

7) Parque Estadual de Vila Velha:

O Parque Estadual de Vila Velha é conhecido principalmente por seus arenitos. Basicamente, são formações rochosas que com a ação do tempo se moldaram em formas curiosas, como uma taça e um camelo. Da BR-376, que dá acesso ao parque, já é possível visualizar algumas formações.

Além dos Arenitos, na visita ao parque também é possível conhecer a Lagoa Dourada e as Furnas, que são grandes poços parecidos com crateras, cercados por paredes verticais e parcialmente preenchidos por água de lençóis subterrâneos.

Vista dos arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Foto: Pedro Ribas/AEN-PR

O parque também oferece opções de passeios que precisam ser pré-agendados. Por exemplo, a Trilha da Fortaleza, que ocorre uma vez por mês (16 km em áreas do interior do parque; R$40 por pessoa). Ou então a Caminhada Noturna, realizada e noites de lua cheia e de lua nova (R$60 por pessoa). Há ainda uma opção de cicloturismo (21 km por estradas internas do parque; R$30 por pessoa).

Atualmente, só é possível visitar o parque com acompanhamento de um guia, que pode ser contratado na hora para a visita aos Arenitos, Lagoa Dourada e Furnas. Os horários e preços são os seguintes:

– De sexta a domingo: parque aberto. Valor da visita com guia: R$28

– Terça-feira: parque fechado.

– Segunda, quarta e quinta: visitação restrita. Guias aguardam os visitantes na portaria para visita individual ou em grupo. Valor: R$180 por guia (valor a ser dividido entre quem estiver fazendo a visita), mais R$18 da taxa de visitação do parque.

  • Como chegar: saindo de Curitiba, a melhor opção é ir de carro pela BR-376, sentido Ponta Grossa. Basta seguir por cerca de 90 km. O acesso ao parque é feito a partir da BR mesmo, e há placas indicando a saída.

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